terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sem surpresas na reprovação das contas de Ciro pela Câmara

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Foto: arquivo do Blog Visão 10
Desta vez a ala que apóia o ex-prefeito Ciro Roza (PSD) não fez muito esforço para votar as contas de 2008, cuja rejeição foi orientada pelo TCE. Da vez anterior, houve até debandada de vereadores a fim de postergar a discussão e votação dos pareceres do tribunal. Dois deles foram aprovados e um rejeitado. Com votação aberta desta vez, deu o óbvio.

Nem mesmo a abstenção de Vilmar Bunn (PDT) foi necessária para que o governo e os interessados na degola do ex-prefeito comemorassem. Ciro soma agora três contas rejeitadas pelo Legislativo. Se isso poderá lhe complicar a uma eventual candidatura, só o tempo e os meios jurídicos dirão. A votação do parecer desta noite encerra uma batalha de seus opositores no que diz respeito ao enfraquecimento político do pessedista. Os próximos capítulos serão vistos em ações no TRE, TSE e outros órgãos, caso ele se lance concorrente.

Os espaços do Legislativos pareciam jogo de final entre arquirivais no futebol, tamanha a quantidade de simpatizantes de Ciro e de Paulo, salvo um ou outro que assiste á disputa entre as partes. Todos queriam ver o final de uma história com roteiro já definido. Isso porque era bem diferente de 2011. Se lá Ademir Braz de Sousa (PMDB), Alessandro Simas (PR) e até Duda Hoffmann (PDT) eram vistos como possíveis fieis da balança, desta vez estava tudo bem claro. Não haveria surpresa. Exceto o voto de abstenção de Vilmar Bunn (PDT), que preferiu nãos e comprometer com nenhum dos lados por hora.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Muitos vão se agarrar nas brechas da Ficha Limpa

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Imagem: pccavalcanti.blogspot.com
Há quem veja na Lei da Ficha Limpa e sua validação pelo STF um grande avanço na luta contra os corruptos e maus políticos. De fato o é, mas como toda lei no Brasil resguarda muitas brechas. O que pode dar margem para que muitos destes ditos maus exemplos saiam pela tangente.

Li outro dia a opinião de um especialista em direito eleitoral que afirmou ser esta a eleição das disputas jurídicas, tendo com pano de fundo a aplicação da Ficha Limpa. A seriedade do Judiciário será colocada em prática. A lentidão no julgamento de ações deste tipo será o calcanhar de Aquiles de toda a luta e torno da lei e de quem acreditou nela. Tem político trabalhando com a hipótese do recurso, o que o Direito assegura em sua idéia de ampla defesa.

A lei é clara quanto à rejeição de contas, fato que remete ao caso de Brusque, onde o ex-prefeito, Ciro Roza, potencial candidato e, acreditam muitos, o único capaz de desbancar o atual governo nas urnas, dada sua popularidade, teve duas delas reprovadas pela Câmara Municipal, a partir de orientação do TCE, e a terceira caminha no mesmo rumo. Por que? Ao mesmo tempo em que a lei diz que a decisão deve ser colegiado formado por magistrados, o que não é o caso do TCE nem da Câmara, logo abaixo afirma que tal impedimento pode vir justamente de uma reprovação pelos tribunais de contas ou Legislativos municipais. É nestas brechas que muitos vão se agarrar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Com o PDT ao lado, governo conquista maioria na Câmara

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Foto: Câmara Municipal de Brusque
O PDT dá mostras mais claras e objetivas de sua aproximação e alinhamento com o governo em Brusque. Situação já anunciada há meses e cada dia mais consolidada. Prova disso é o apoio dado pelos dois representantes da sigla na Câmara Municipal, Eduardo Hoffmann e Vilmar Bunn, durante a sessão desta quinta-feira, dia 23. Ambos votaram em favor do Executivo em uma proposta cuja oposição estava decidida a derrubar.

Bunn já deixara à mostra essa aproximação em 2011 por diversas vezes ao votar em favor do governo. Hoffmann, resistente até então, começa a trilhar este caminho, iniciado ainda em 2009 com a viagem de Bunn, quando presidente da Casa, a Brasília a convite do próprio prefeito. Aproximação que começava a se costurar já ali. Era questão de tempo. A derradeira se deu com a ida de Dagomar Carneiro, até então um dos caciques da legenda, para o PSD de Ciro Roza. A chance de Bunn ter o partido nas mãos onde até então era mero coadjuvante.

O curioso de agora em diante não será ver como o partido se portará em termos de votação na Câmara. A tendência é que se junte de vez ao governo com o andar dos meses e a proximidade da eleição. De estranho mesmo será ver como os pedetistas, principalmente Eduardo Hoffmann, se portarão em termos de discursos, tendo em vista á aversão ao governo petista até momentos atrás. É esperar para ver.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Jardim Sesquicentenário: alegria para as famílias, votos para o governo

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Foto: Jornal Em Foco/Adjori
No último sábado, dia 18, a prefeitura fez o anúncio dos contemplados com os apartamentos financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida no bairro Limeira, no Loteamento Jardim Sesquicentenário. Mais de 300 famílias beneficiadas com a ação, cujo suporte, em grande parte, é dado pelo governo federal, através da Caixa Econômica. Um alento tanto para os que de fato necessitam quanto para o próprio governo local, que entrega uma das mais consistentes obras em um ano de reeleição.

De fato não é coincidência a obra ser finalizada às vésperas do prazo legal para que o prefeito possa participar do ato de inauguração e entrega das chaves. Pelo menos até o limite dado pela Justiça Eleitoral. Este, depois da usina de asfalto, será o segundo empreendimento do governo PT/PP que deve dar dor de cabeça aos adversários políticos, que vêem o trunfo político da empreitada governista mais uma vez. Juntando os dois loteamentos, Limeira e Paquetá, serão mais de 1 mil famílias que receberão as moradias. Um número considerável de votantes.

O mais importante é que a ação vai beneficiar de fato um grande número de famílias que precisam da moradia. Pessoas que vivem a dificuldade de se sustentar e bancar o aluguel de uma casa. Falo isso com conhecimento de causa, tendo em vista que tenho conhecimento de muitas destas famílias, cuja ligação político-partidária com o governo está longe de existir. Algo que atesta certa credibilidade justamente onde se houve durante muito tempo muito motivo para desconfiança.

Aliás, a cerimônia de anúncio dos contemplados, realizado no anfiteatro da Unifebe, foi de fato cheia de emoção. Com direito a discurso do prefeito e da primeira-dama, enaltecendo que eles próprios financiaram um imóvel do governo quando se casaram. Aproveitou bem o momento, enquanto pretenso à reeleição, para dizer que “ano que vem posso não ser mais prefeito, mas me sinto realizado por participar deste momento na vida de cada um de vocês”.

Palavras fortes para quem não sabe o que é ter a casa própria, como praticamente todos os que ali se encontravam. A presença de Eccel e da primeira-dama, acompanhado de perto pela competente secretária de Assistência Social e Habitação, Patrícia Freitas, deu o tom que o ato precisava: família e lar. Uma mistura que tende a render, sem sombra de dúvidas, dividendos ao atual prefeito. Sem receios de dizer, um tiro certeiro e digno de aplausos a ação das moradias.

Dilma Roussef, a presidente, deve estar por aqui em maio, quando as chaves forem entregues. Ao menos é o que pretende o governo local.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CDL também não quis dar palanque a Ciro

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Foto: Valdomiro da Motta/Arquivo do Blog Visão 10
O alinhamento político do governo municipal de Brusque com as entidades de classe, a maioria pelo menos, vai muito bem, obrigado. Sejam do setor empresarial, social ou laboral, a relação é das mais proveitosas possíveis. Parece que ninguém sente saudades ou quer o retorno dos antigos governantes ao poder.

Um exemplo disso pôde ser visto durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Brusque (CDL), na noite de quarta-feira, 15. No ato de chamada das ditas autoridades para compor a mesa, foi anunciado como representante da Assembleia Legislativa de Santa Catarina o deputado de Rio do Sul Jailson Lima (PT). Estavam no local também presentes os deputados Serafim Venzon (PSDB), embora este ainda não tivesse naquele ato reempossado na Alesc, e Ciro Roza (PSD), este suplente, mas na condição de deputado. Assunto, inclusive, abordado pelo Jornal Brusque Notícias.

Situação que só não passou no momento mais despercebida que o movimento do vice-prefeito, Evandro de Farias, de se levantar quando o cerimonialista chamou para a composição o vice (deu uma leve pausa) presidente de uma entidade estadual à qual a CDL é associada e que representaria o titular no ato. Brincadeiras à parte...

Voltando ao assunto, o ato de chamar para a composição outro membro da Alesc deixou claras duas situações: a condição de apoio da CDL e das demais ligadas à ACIBR ao governo e, de sobra, não dar palanque a Ciro Roza, considerando que ele, de fato, seria o representante local da Alesc naquele momento.

Por falar nisso, a relação entre Ciro e Colombo tem dado mostras de estar levemente estremecida. Ou é mera impreção. Colombo chegara antes de Ciro e acompanhado de Sandra Eccel. Permaneceu boa parte do tempo afastado do ex-prefeito, exceto quando o mesmo e Venzon sentaram-se à mesa onde estava Raimundo. Em outras ocasiões, Colombo sempre chegara com Roza a tiracolo.

Dias atrás ouvi de um membro do governo local que a não vinda de Colombo com mais rapidez depois da eleição que o conduziu à Casa D’Agronômica se deve à razão de ele não querer dar palanque ao ex-prefeito. Incluindo nesse rol a boa relação de Raimundo em Brasilia com Dilma, que é do PT, partido do atual prefeito. Brincara o sujeito que essa relação é tão boa na capital federal, entre PT e PSD, que o partido de Gilberto Kassab é conhecido como Partido Sou Dilma (PSD).

Retomando novamente o assunto, o governo PT/PP, em avançado ano de eleição, já comprovou ter, novamente, o apoio das principais entidades de classe que compõem a sociedade local. Desde as empresariais, cujos maiores nomes integram os apoiadores, até outras como as sindicais. Desta última, apenas um dos principais sindicatos de trabalhadores, no caso o dos Comeciários, não apoia incondicionalmente o atual governo. Nos demais, boa parte tem seus presidentes é alinhada ou filiada aos dois partidos que governam.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Venzon está perdendo espaço

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Foto: Assembleia Legislativa de Santa Catarina
O deputado estadual e, por hora, secretário de Estado, Serafim Venzon (PSDB), tentou dar uma explicação sobre a demora de Raimundo Colombo, por hora também governador, em visitar uma das cidades onde recebeu maior votação para o cargo que atualmente ocupa, Brusque. Disse Venzon em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade AM, que talvez ele, Colombo, não tenha vindo por ter “medo de helicóptero”. Colocação que virou, inclusive, manchete no site da emissora.

Claro, depende da interpretação, mas as palavras do tucano esboçaram certo desconforto com o próprio governador e sua conduta na gestão. Os motivos, fica à imaginação e análise de cada um. De certo é que Venzon é um dos cotados para deixar a pasta, cuja destinação partidária, caso isso ocorra, é incerta, mas pode parar nas mãos do PP, também. Embora em tom de brincadeira, a declaração do secretário soou de certo teor debochado.

Venzon não tem sido enfático às pretensões de 2012, tal qual já explicitaram outros interessados na cadeira de Paulo Eccel (PT) ao Executivo brusquense. De certo mesmo até agora só se tem as candidaturas de Eccel e de Ciro ou alguém alinhado a seu grupo político. Há quem creia que a candidatura do atual prefeito esteja tão bem encaminhada para a vitória que até Ciro não intenção de ir para uma anunciada derrota. Especulações, claro.

Quanto a Venzon, até o anúncio de que será ou não concorrente ao pleito, pipocam às bocas todas as possibilidades, que vão desde um reforço a uma provável campanha para deputado federal em 2014, passando pelo simples apoio a um concorrente de 2012, que pode ser tanto Roza quanto outro, menos o quadro petista – o que não seria de todo estranho se fosse o contrário -, até a corrida de fato pela prefeitura. Este último, no entanto, parece menos provável.

Ao assumir a secretaria de Assistência Social do governo catarinense, Venzon, de certa forma, se apagou. Em termos de exposição por estas bandas. O que sinaliza para uma negativa à sucessão do grupo PT/PP. Perdeu força na própria secretaria regional, onde ascendeu a figura de Ciro Roza, que emplacará o substituo de Sandra Eccel, anunciada candidata à sucessão em Nova Trento. Ciro colocou Jones Bósio no posto, que já chegou buscando uma limpeza em alguns cargos.

O alvo: aliados diretos de Venzon. Uma disputa interna que promete muito e pode dar o tom na formação da disputa às eleições de 2012. E Venzon, embora não seja o fiel da balança, pode tender para um lado ou outro a partir destes fatos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Punir com o voto não é o suficiente

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Foto: juventudeci.wordpress.com
Que o eleitor está mais consciente na hora do voto não há como negar. Ainda é um avanço bastante tímido, mas que já pode ser sentido, sem dúvida alguma. Votar neste ou naquele político, num gesto do tanto faz, é algo que precisa desaparecer das atitudes do cidadão. Esse processo é demorado, pois envolve mudança de aspectos culturais. E, faz parecer, que a corrupção, motivo do descrédito à política partidária, está enraizada culturalmente.

O que falta ao cidadão eleitor é mais que isso. Precisa ser algo que vá além do discurso ou de uma análise meramente superficial dos aspectos que circundam a política partidária. Deixar de votar neste ou naquele candidato porque o mesmo comprovou não ter moral, e nisso se inclui, substancialmente, a honestidade, não é o suficiente. É preciso se fazer um exercício maior e olhar além do ponto onde o mesmo se encontra.

O eleitor pensa estar punindo determinado político ao não depositar nele seu voto. Esquece-se, porém, de olhar ao redor do mesmo e ver em que ambiente ele está. E mais, quem o circunda. As famosas alianças partidárias têm mostrado esta realidade. Políticos que hoje de criticam e apontam atos e ações no outro que não condizem com o ideal para a sociedade, amanhã podem estar, muitos já estão, de mãos dadas. E onde foi parar tudo o que se pregou? Em nome da governabilidade, justificam.

A polialiança de partidos feita em Santa Catarina, com Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e em nível federal, iniciada no governo Lula (PT), é uma amostra disso. O eleitor pode não concordar e aceitar que figuras como Sarney, Calheiros, Barbalhos e Genuínos da vida usufruam do poder. Porém, ao eleger Dilma Roussef, por tabela está colocando o poder nas mãos de muitos destes. Da mesma forma se o fizesse com José Serra. Seria diferente com Marina Silva? Talvez não.

Da mesma forma, em Santa Catarina quando houve a eleição dois anos atrás. Votar em Raimundo Colombo seria dar continuidade ao governo LHS. Votar em Angela Amin, seria reviver o governo de seu marido. Votar em Ideli talvez fosse a saída. Exceto que estariam alinhados estes dois últimos já desde o início da briga e corrida pelo governo. O que faria com que o cidadão ficasse sem opção. O novo. O diferente. Qual seria, afinal, esta opção. O detalhe é que tudo não pode se resumir a uma opção ou outra.

A coerência de discursos é um item importante. O que ocorre é que, lamentavelmente, tudo parece ter se debandado para uma única busca: o poder. Em nome disso é que tudo gira. Dessa necessidade surgem as mais estranhas alianças. Alguma quase que inexplicáveis. Estava lendo uma entrevista outro dia Daca por Esperidião Amin a um site ainda em 2011, após o término da greve dos professores. Astuto como só ele sabe ser, Amin tratou com cautela, até porque seu partido foi de grande ajuda para o governo na Alesc. Porém, não pôde deixar de poupar críticas a ação do governo Colombo.

O curioso é que hoje o PP, rival de Colombo na disputa, mais alinhado com o PT do que com o ex DEM, faz parte da base de Colombo. Está prestes, inclusive a assumir uma secretaria das mais importantes, a da Educação, especula-se. O discurso mudará, será? Além do que, na eleição, o PP disse que estava aberto a negociações com qualquer partido, exceto o PMDB. Ambos defendem o mesmo governo hoje. O que mudou?

O descrédito à política partidária vai daí. O exercício que o eleitor precisa fazer vai além de punir este ou aquele candidato com seu voto. É um fator importante, mas insuficiente ainda.